domingo, 14 de novembro de 2010

Notas de um quase vencido



A dor que me consome some
O mundo que invejo vejo
O som de meu ouvido olvido
O cigarro que não trago trago
O espectro que assusta susta
Palavras que eu calo falo
Sentidos não comovem movem
Vírgulas não separam param.

Ecos perguntam porque não paro, parto.
Não paro pois meu parto é impossível.
Não parto pois o mundo não é meu, não posso partí-lo como me convém.
Não vim para partir, partir as contas de meus erros,
Errar no mundo sem ter, sem tido.

Continuo com frio
             com fio
             cansado
             calado
             com fome
             com sede
             com nada
             com medo
             comigo
             contigo
             contido.

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